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segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Anatel: internet irrestrita nas eleições pode derrubar redes

 Afirmação da Anatel vem em resposta ao STF sobre uma ação que pede internet liberada nas 72 horas que antecedem as próximas eleições.

Resumo
  • A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) afirmou que o acesso irrestrito à internet nas 72 horas que antecedem as eleições pode sobrecarregar as redes móveis e torná-las indisponíveis.
  • A Anatel argumenta que o combate à desinformação envolve questões sociais e regulatórias, não a disponibilidade de redes móveis, e que 70% dos usuários de linhas móveis pré-pagas usam redes Wi-Fi para economizar a franquia de dados do celular.
  • O Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não tomou nenhuma decisão sobre o assunto, aguardando a manifestação da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal (STF) solicitou que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) se manifestasse sobre uma ação que chegou à corte pedindo que os brasileiros tenham acesso irrestrito à internet nas 72 horas que antecedem as eleições. A resposta do órgão é a de que essa medida pode tornar as redes móveis sobrecarregadas e, consequentemente, indisponíveis.

A tal ação foi movida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e pelo Partido Verde (PV) que, por sua vez, fazem parte da Democracia Sem Franquia, iniciativa que defende o acesso livre à internet via redes móveis durante períodos eleitorais.

Para o grupo, é importante garantir que os cidadãos brasileiros tenham acesso irrestrito e sem custo à internet móvel nas 72 horas que antecedem as eleições para prevenir a desinformação. Isso porque as camadas mais pobres da sociedade podem não ter créditos ou franquias de dados suficientes para checar se determinadas informações são verdadeiras ou “fake news”.

A resposta “não é bem assim” da Anatel

Na condição de relator do processo, Cristiano Zanin, um dos ministros do STF, solicitou que a Anatel se posicionasse sobre o assunto em até 48 horas. Assim foi feito. Para o órgão, o combate à desinformação envolve questões sociais e regulatórias, não a disponibilidade de redes móveis.

Para sustentar a sua posição, a Anatel relata que, com base em uma pesquisa própria realizada em 2025, constatou que 70% dos usuários de linhas móveis pré-pagas usam redes Wi-Fi para economizar a franquia de dados do celular, não havendo ampla indisponibilidade de acesso, portanto.

O órgão também argumentou que a liberação irrestrita do acesso às redes móveis em determinadas datas pode intensificar o tráfego de dados a ponto de sobrecarregar os serviços:

Esse cenário pode levar a um colapso das redes de telecomunicações, dificultando ou impedindo que grande parte da população possa se comunicar adequadamente em período tão relevante para a democracia do país.

Anatel

Note, porém, que o STF ainda não tomou nenhuma decisão sobre o assunto. Antes disso, o ministro Zanin aguarda que a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) também se manifestem.

O primeiro turno das próximas eleições está marcado para 4 de outubro. A votação elegerá deputados federais, deputados estaduais / distritais, governadores, senadores e o presidente da República. O segundo turno, se necessário, será realizado em 25 de outubro para as disputas de governadores e presidente.

Com informações da Agência Brasil

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